A evolução da mineração de criptomoedas no Brasil e no mundo

Alto consumo energético necessário para mineração de criptomoedas exige controle e atenção global para o tema.

Equipe Interop
mineração de criptomoedas

Foco de atenção global, as criptomoedas vem sendo reguladas país a país à medida em que governos passam a exigir controle frente ao alto consumo energético necessário para sua mineração. O caso mais recente é do Cazaquistão, o segundo maior minerador de criptomoedas após a cruzada realizada pelo governo chinês contra a atividade.

O papel do Cazaquistão na mineração de criptomoedas

O Cazaquistão, país da Ásia Central, passou a ser um polo na mineração de criptomoedas em 2019, quando mineradores locais e estrangeiros passaram a explorar sua eletricidade barata e abundante. O processo foi acentuado em 2021, quando o Banco Central Chinês classificou como ilegais todas as atividades ligadas à prática. Em dois anos, o Cazaquistão ficou atrás apenas dos EUA como líder global de mineração de bitcoins.

Recentemente o presidente Kassym-Jomart Tokayev assinou um documento aprovando a criação de um Código Tributário que afeta a mineração de criptomoedas. Estas novas regras entram em vigor em 2023 e, apesar de aumentarem os impostos aplicados às empresas mineradoras, incentivam o uso de energia renovável. A aprovação se deu após protestos pela alta inflação e desabastecimento de energia sentido após a migração de mineradores de criptomoedas vindos da China.

O impacto energético é fruto do processamento das criptomoedas na blockchain – a base de dados que registra todas as transações em um sistema avançado de criptografia. Pois, seu processo de mineração, exige investimento em equipamentos de alta performance, que requerem expressivo consumo de energia elétrica. O que torna a atividade pouco viável em países onde o custo de energia é mais alto.

A regulamentação das criptomoedas

As moedas digitais não são emitidas nem controladas por governos ou bancos. É possível obter criptomoedas comprando no mercado financeiro, por meio de corretoras ou “exchanges“, com pagamento em moeda corrente.

No Rio Grande do Sul, em fevereiro deste ano, uma mineradora de criptomoedas localizada em Morro Reuter, foi fechada após operação da Polícia Civil. Em um sítio no Vale dos Sinos, foi identificado o furto de energia elétrica cuja medição indicou consumo elétrico próximo a R$100 mil mensais.

Perspectiva das criptomoedas no Brasil

Com o aumento de empresas que utilizam esses ativos em suas transações e um maior interesse das pessoas sobre o universo de cripto ativos, o mercado brasileiro entra no foco de gigantes do setor. Como a Binance e a FTX – as duas maiores corretoras de criptoativos do mundo. Juntas, elas representam 50,6% do mercado de corretagem de criptomoedas e são responsáveis por movimentar mais de US $14 bilhões em ativos digitais. Será necessária a regularização da prática frente às ameaças climáticas de desabastecimento.

No Brasil, estima-se que 5 milhões de pessoas tenham algum cripto ativo financeiro. Desde o ano de 2020, a rede de caixas eletrônicos do Banco24Horas passou a operar o serviço no país e já mais de R$3 milhões em saques convertidos de criptomoedas. Ao todo, foram 4.535 transações, segundo a Tecban, empresa responsável pela rede de caixas automáticos.

A ação caminha junto aos estudos do Banco Central do Brasil, a fim de desenvolver funcionalidades práticas envolvendo o Real Digital – a versão criptografada da moeda brasileira. O BC escolheu nove projetos do sistema financeiro para participar dos testes das aplicações potenciais do chamado LIFT Challenge Real Digital. O programa busca mapear soluções inovadoras envolvendo os chamados smart contracts, como liberação automática de pagamento mediante registro ou entrega de produto ou serviço, entre outras aplicações.

 

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