IBGE investe em tecnologia no Censo 2022

Com atraso de dois anos devido a pandemia e corte de recursos, o IBGE iniciou em 1º de agosto o Censo 2022.

Equipe Interop
IBGE investe em tecnologia

Por décadas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou o censo demográfico nacional com caneta e papel, preenchendo seus questionários à mão e enviando-os em caminhões para a sede no Rio de Janeiro. O processo de avaliação e tabulação dos formulários podia demorar até 4 anos. A partir de 2010, no entanto, o IBGE iniciou um processo de digitalização da coleta e do envio dos dados. Neste ano, o IBGE investiu ainda mais em tecnologia para realizar o Censo 2022. A proposta é que a transmissão dos dados seja instantânea e as primeiras publicações saiam em cerca de dois ou três meses após o período de coleta.

Para atingir essa meta o IBGE investiu em tecnologia no Censo 2022. Leia a seguir as principais soluções tecnológicas que o instituto usará no processo censitário deste ano.

Como o IBGE investe em tecnologia no Censo 2022

Os mais de 180 mil recenseadores que irão visitar aproximadamente 75 milhões de domicílios, estarão equipados com Dispositivos Móveis de Coleta (DMC) – um smartphone android com chip 3G ou 4G. Os equipamentos são da fabricante paranaense Positivo, que venceu a licitação em 2019. Essa tecnologia permitirá que os recenseadores transmitam pela internet as informações apuradas, em tempo real, para o instituto.

Além disso, os celulares estão equipados com um software gerenciador de dispositivos móveis (MDM, na sigla em inglês). Esse programa verifica, baixa e atualiza automaticamente a última versão do sistema utilizada, além de contar com o Modo Kiosktambém conhecido “Launcher” ou “Lockdown”– que impede que usuários façam instalações indevidas no dispositivo (como aplicativos de música, streaming ou jogos) que não sejam relacionados à operação censitária.

A segurança dos dados coletados é feita através do armazenamento e transmissão criptografadas e com vários tipos de autenticação, além do IBGE seguir a Lei do Sigilo Estatístico (Lei 5534) e a LGPD. Os DMC também realizam backups incrementais periódicos de si mesmos para garantir a continuidade e integridade dos dados.

 

Infraestrutura de TI ampliada

Desde 2019, o IBGE vem montando um robusto data center para as informações do Censo Demográfico 2022. Links de fibra óptica redundantes, criptografia, banco de dados de alta performance, computação na nuvem e inteligência artificial integram a infraestrutura de TI do instituto. Na sede de processamento de dados do IBGE, o data center principal tem classificação Tier 3 de infraestrutura. Ou seja, um sistema auto sustentado que possui redundância para realizar manutenção preventiva sem a necessidade de suspender serviços crítico de TI. Já o data center secundário em São Paulo tem padrão Tier 2, também considerado um bom nível de desempenho e segurança.

Complementarmente, a infraestrutura de ambos os data centers contam com sistema de detecção e combate a incêndios. Além de corredores com fluxo de ar otimizado para manter a temperatura dos equipamentos com economia de energia.

O Coordenador de Serviços de Informática do IBGE, José Luiz Thomaselli explica que o órgão também adquiriu 200 máquinas virtuais numa nuvem privada nacional. “Posso movimentar uma máquina de São Paulo para o Rio ou vice-versa.  Também usamos a nuvem da Microsoft Azure para baixar os insumos, mapas e aplicativos para os DMC”, diz Thomaselli.

Velocidade e Segurança

Os links de internet também tiveram um upgrade de 100 Mbps para 10 Gbps, cerca de 100 vezes mais rápido.

“O mundo atual nos impõe velocidade e o IBGE trabalha com informações que retratam o país. O Censo precisa ser veloz e os dados coletados precisam estar disponibilizados rapidamente para a população, para os pesquisadores e para os pensadores de políticas públicas. O investimento é necessário”, ressalta o funcionário do IBGE.

Os dados estarão protegidos em uma estrutura de segurança de camadas, onde a primeira camada de firewall isola a rede interna da rede externa e a segunda camada de aplicação protege os sistemas de acesso indevidos. O instituto também contratou uma empresa responsável para verificar vulnerabilidades, além de um software especialista para monitorar o ambiente.

Ambos os data center utilizam servidores Exadata, da Oracle, para rodar o banco de dados com alto desempenho. O IBGE também conta com um SQL Server da Microsoft para o gerenciamento dos dados de contratação dos profissionais que estão trabalhando no Censo 2022. Paralelamente, há uma estrutura de data lake, que compara os dados com os de outras pesquisas e geram alertas quando há algo anormal.

 

Importância do Censo Demográfico

A pesquisa do Censo nacional, cujo custo de produção em 2022 é da ordem de R$2,29 bilhões, é realizada a cada dez anos e considerada o trabalho mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população. Além de contar os moradores, o Censo observa as condições básicas de moradia, em aspectos como natalidade, produção econômica, migração e distribuição étnica sob uma perspectiva quantitativa.

Por isso os dados são fundamentais para a formulação de políticas públicas. Como os repasses da União para os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que são calculados a partir da contagem populacional.Em 2019, esse montante foi superior a R$ 251 bilhões. Estados também utilizam os dados do Censo para a repartição do ICMS com os municípios.

Além disso, as regras para acesso ao Bolsa Família e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) partem da renda familiar estimada pelo IBGE. Dessa forma é essencial sabermos que o IBGE investe em tecnologia no Censo 2022 para aprimorar cada vez mais a tomada de decisão dos agentes públicos e prestar uma melhor serviço para a sociedade.

 

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