Entenda como funciona a Internet das Coisas (IOT)

A comunicação machine-to-machine, possibilitada pela internet das coisas (IOT), pode gerar diversas oportunidades. Conheça as principais aplicações reais desta tecnologia.

Cristiano PalharesCristiano Palhares
Internet das Coisas - IOT - Internet of Things

A Internet das Coisas, ou Internet of Things (IOT), ainda é um conceito em desenvolvimento. Basicamente, consiste em uma rede de dispositivos, usados no dia a dia, ligada a uma base de dados e à Internet.

Isso permite a comunicação entre diversos dispositivos e sistemas por meio de sensores, em uma relação máquina a máquina (M2M). Além disso, torna-se cada vez menor a necessidade de interação humana nestes processos. Entretanto, tais possibilidades apresentam riscos e representam grandes desafios técnicos e sociais.

Hoje em dia, é possível encontrar essa inovação sob diferentes formas, desde máquinas industriais, eletrodomésticos, eletro-portáteis, meios de transporte e até se misturando com acessórios, como canetas, lâmpadas, sapatos, relógios e roupas. Normalmente estes dispositivos levam o prefixo smart (ex: smartwatches).

O diferencial dessas soluções tecnológicas em relação aos objetos normais está na sua capacidade de trocar informações por meio de sensores. Nesse sentido, os usuários contam com aparelhos “inteligentes” que automatizam determinadas tarefas.

 

A relação da IoT com os protocolos de IP

Com a chegada do conceito de IoT, cada vez mais novos dispositivos se conectam a internet, precisando assim, de um IP único. O IPv4 (Internet Protocol version 4) lida com endereços de protocolos de 32 bits, possibilitando aproximadamente 4,29 bilhões de IPs ao redor do mundo.

Conforme o número de dispositivos cresce exponencialmente, o número de IPs pelo IPv4 se esgota. Existe uma expectativa para 2020 de mais de 20 bilhões de dispositivos conectados à internet. Surge então a necessidade da transição para o IPv6, que fornece um maior número de endereçamentos.

O protocolo IPV6 proporciona que mais dispositivos possam se conectar à internet. Com o novo protocolo também seria possível identificar instantaneamente, por meio de um código, todo e qualquer tipo de objeto, algo que não se pode fazer com IPv4.

 

Utilização da computação na nuvem e a IoT

O conceito da computação em nuvem (cloud computing) tem como objetivo facilitar o acesso a dados e a execução de programas utilizando a internet. Desse modo, o usuário tem a possibilidade de usar serviços e aplicativos sem a necessidade de uma instalação, já que tudo (ou quase tudo) seria executado em servidores.

Além disso, o acesso a dados é possível a partir de quaisquer dispositivos, desde que estejam conectados à internet e tenham a permissão do devido responsável. Uma câmera de monitoramento, por exemplo, exige uma forte base de dados para poder avisar o proprietário sobre algo suspeito. Algo bem complicado para um data center próprio, já que o custo para manter essa base se torna elevado.

Nesse sentido, a computação em nuvem tem a função de substituir a infraestrutura de grandes empresas. Com ela, não será mais preciso se preocupar com custos elevados de energia, por exemplo. Toda a administração destes equipamentos agora fica a cargo do provedor de nuvem, simplificando a vida de muita gente.

A seguir listamos alguns aspectos importantes dos dispositivos IOT.

 

Colete e armazene

Seguindo o exemplo anterior, da câmera de segurança, o dispositivo inteligente é responsável por capturar e processar as informações. Já a tecnologia em nuvem permite que as informações coletadas sejam armazenadas e transferidas para outro dispositivo, um complementando a ação do outro.

 

Transfira com segurança

Infelizmente, os dispositivos inteligentes ainda não são imunes quanto o assunto é a sua própria segurança. Tanto para perdas quanto para invasões, os aparelhos costumam ter pouca ou nenhuma proteção para dados comprometidos.

Por esse motivo, a nuvem serve como ótimo complemento. Além de armazenar as informações coletadas, sua infraestrutura é mais robusta, tanto para a segurança quanto para o próprio backup.

Assim, em caso de perda, a tecnologia em nuvem tem a capacidade de recuperar o que foi perdido e criptografá-lo, caso os dados sejam roubados. Ou seja, qualquer pessoa má intencionada dificilmente terá acesso aos seus dados.

 

Tenha mobilidade

Alguns acessórios, por serem portáteis, contam com a fácil mobilidade para executar suas funções. Ao utilizar um smartwatch para fazer uma caminhada, por exemplo, o usuário pode facilmente medir funções, como passos dados, calorias perdidas e o trajeto percorrido.

 

E qual o papel do RFID com a IoT?

Com a IoT conectando todos os tipos de objetos, uma quantidade enorme de dados é gerada e enviada automaticamente aos sistemas para análise.

A forma mais comum de conexão está sendo feita através desses pequenos sensores RFID (etiquetas inteligentes). Eles utilizam a frequência de rádio para captura de dados através de objetos com dispositivos eletrônicos, conhecidos como etiquetas eletrônicas, que emitem sinais de radiofrequência para leitores que captam estas informações.

Isso torna a interação do homem com o computador invisível. Em tese, a partir disso, não haveria remédios vencidos ou produtos em falta no estoque, pois saberíamos exatamente a sua localização e a quantidade consumida, de modo que o extravio passaria a ser coisa do passado.

Quando uma empresa decide implantar centenas, milhares ou mesmo milhões de dispositivos, cada um com vários sensores, a coleta de dados e streaming de telemetria em áreas geograficamente dispersas, em tempo real, passa a gerar um volume astronômico de dados. Esse grande volume de dados, Big Data, gera oportunidades e novos desafios para administrar tanta informação.

Por outro lado, a nuvem permite que esses dados sejam sincronizados em tempo real para gerar relatórios inteligentes e disponibilizá-los, posteriormente, em seu smartphone. Devemos encarar a Internet das Coisas como uma realidade e como algo inevitável.

Enfim, com tecnologias assim temos muito mais condições de controlar desperdícios, preservar recursos naturais e ganhar conhecimento como nunca antes foi possível. Tudo isso a partir da simples captação de dados em massa.

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