Como fazer um bom plano de recuperação de desastres

Com o desenvolvimento da tecnologia da informação e o aumento da importância dos dados armazenados, o plano de recuperação de desastres se tornou crítico para qualquer empresa.

Luzia Mendes
Plano de Recuperação de Desastres

Considerando o desenvolvimento das tecnologias de computação e o aumento da importância dos dados e infraestruturas de TI para as empresas, o plano de recuperação de desastres se tornou uma estratégia corporativa de alta relevância e muitos diretores já planejam orçamentos considerando os investimentos necessários para executá-la.

Porém, é preciso muita análise e estudo para determinar o que realmente é necessário fazer. Muitas empresas contam com profissionais especializados na atividade, mas a contratação de consultorias ainda é a alternativa de muitos gestores.

Escrevemos este artigo com o objetivo de ajudar entender a importância de elaborar um projeto de recuperação de acordo com as necessidades das organizações. Prossiga com a leitura e confira nossas dicas!

O que é um plano de recuperação de desastres e por que ele é tão importante?

Também chamado de plano de continuidade de negócios ou de plano de contingência de processos de negócios — descreve como a organização deve se impor diante do enfrentamento de possíveis desastres naturais (incêndios, enchentes e vendavais), acidentais (indisponibilidades) e/ou criminais (atos planejados).

O objetivo do plano é garantir que a empresa consiga manter seus processos de negócio mais essenciais enquanto recupera os danos físicos e/ou digitais causados aos dados, sistemas e equipamentos. Dessa forma, todos os efeitos negativos podem ser minimizados e a empresa se torna capaz de manter ou retomar rapidamente o seu funcionamento.

Em tempos de iniciativas de Go-to-Cloud, terceirização de atividades e de novas leis de proteção de dados, que aumentam a complexidade das estruturas de negócios, é muito importante estar preparado para o pior. É nesse sentido que o projeto busca atuar.

 

Como desenvolver um plano de recuperação de desastres eficiente?

Inicialmente, um plano de recuperação de desastres deve envolver uma análise profunda dos processos de negócios para descobrir quais não podem parar. A partir daí, fica mais fácil focar na prevenção e na continuidade operacional.

Abaixo focamos em passar dicas sobre opções de entrega de serviços que ajudam a minimizar riscos e podem estar contempladas no projeto. Visto que as prioridades podem variar de uma empresa para outra, tentamos passar ideias que podem ser úteis para a maior parte das empresas. Acompanhe!

 

Redundância da infraestrutura de TI

Uma das formas de garantir redundância é através da análise de Ponto Único de Falha (Single Point of Failure – SPOF). Esta análise avalia toda a arquitetura de hardware e identifica quais os que não possuem redundância. Também avalia o impacto destes equipamentos no restante na estrutura de TI e nos processos de negócio para, assim, saber priorizar quais equipamentos devem ser adquiridos em redundância.

Além da aquisição dupla de alguns equipamentos, também é preciso configurar a infraestrutura para alta performance. Ou seja, detectar quando um equipamento está fora e imediatamente ativar o equipamento secundário de forma imediata para não impactar os sistemas e o negócio. Na InterOp, utilizamos o Priax como ferramenta que automatiza a análise de SPOF.

A migração das infraestruturas de TI para nuvem é uma ótima opção para garantir maior redundância dos sistemas e garantir a continuidade do negócio. Todos os fornecedores de computação em nuvem como AWS, Azure e Google Cloud oferecem serviços de distribuição dos dados em diferentes datacenters. É possível, por exemplo, distribuir as informações em diferentes países e continentes, para garantir máxima segurança das informações corporativas.

Além disso, os principais players de computação em nuvem também possuem certificações, ISOs e compliance que são herdados pelas empresas que contratam o serviço. Isso garante maior segurança jurídica para as empresas que fazem uso desse tipo de serviço.

 

Terceirização de atividades

Terceirizar atividades que não são core business da empresa também pode estar contemplado em um plano de recuperação de desastres. Isso porque a administração do negócio fica mais simples e, na hora de montar o plano, menos variáveis precisarão ser consideradas.

Outra vantagem da terceirização de serviços é que contar com um especialista em tecnologia, por exemplo, pode aumentar a maturidade da empresa em determinadas áreas. Como a tecnologia evolui muito rápido, é quase impossível contar com profissionais especializados em todas as áreas. Para esses casos, contar com um fornecedor confiável e com experiência de mercado pode ser bastante vantajoso e reduzir riscos eminentes.

 

Considere ajuda especializada

Mesmo que a sua empresa já tenha ideia de como construir um plano de recuperação de desastres, é sempre bom considerar ajuda de empresas especializadas nesse assunto. A garantia da continuidade do seu negócio é que está em jogo. Caso nunca tenha realizado algum projeto deste tipo, é sempre bom pensar nessa alternativa.

Além disso, quando falamos em segurança da informação, esse tema envolve leis e normas que serão cada vez mais rígidas. A lei geral de proteção de dados do Brazil e a General Data Protection Regulation (GDPR), aprovada pela União Européia, tornam a proteção de dados pessoais uma obrigação de todas as empresas, criando regras gerais a serem adotadas por todas as empresas. Esse é outro tema que precisa de atenção e muitas vezes a ajuda externa pode ser a melhor alternativa.

 
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Como pôde ver, o plano de recuperação de desastres é fundamental para preservar a integridade da marca, mantendo o negócio funcionando mesmo diante de situações críticas. Então, não espere acontecer algo para investir na estratégia. Comece a planejá-la ainda hoje e aumente o potencial operacional do seu negócio.

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