Conheça o Quadrante Mágico do Gartner

O objetivo do quadrante é ser uma ferramenta de pesquisa para embasamento de decisões, partindo das necessidades específicas de cada negócio.

Equipe Interop

O Gartner Group é uma empresa de consultoria fundada por Gideon Gartner, em 1979. Mundialmente conhecida, seu foco é na área de tecnologia, criando conhecimento através de pesquisas, eventos, consultorias e levantamento de soluções para ajudar seus clientes a tomarem decisões com maior embasamento diariamente.

Decisores da área de tecnologia são os que mais se beneficiam das soluções desenvolvidas pela empresa. Um dos seus principais produtos é o quadrante mágico do Gartner, uma representação gráfica de posicionamento de fornecedores quanto a capacidade de execução e visão de produto em um determinado período de tempo.

 

O quadrante mágico do Gartner

O objetivo central do quadrante é ser uma ferramenta de pesquisa para embasamento de decisões, partindo das necessidades específicas de cada negócio. Através de uma coleta de dados de empresas no ramo da tecnologia, o grupo divulga anualmente, 24 agentes mais relevantes do mercado. Estar dentre essas empresas gera uma credibilidade de grande valor para o negócio, pois entre os critérios analisados podemos citar: abrangência geográfica, receita mínima e amplitude em diversos setores.

O quadrante é uma representação gráfica, onde são mostradas forças dentro de um segmento empresarial, exibindo de maneira nítida, qualidade e possíveis falhas das empresas mais significativas dentro do ramo tecnológico.

Ele é dividido em dois eixos:

  • Eixo X (horizontal): Retrata a abrangência da empresa em relação a tecnologia.
  • Eixo Y (vertical): Referente a capacidade de execução que as empresas se propõem.

 
Para o posicionamento dentro desse eixo X que mostra o nível de abrangência da visão das empresas, o quadrante utiliza 8 critérios:

  • Compreensão de mercado: analisa se a empresa tem capacidade de compreender as necessidades do cliente e assim oferecer soluções mais adequadas;
  • Estratégia de marketing: a capacidade da organização para captar novos clientes, tanto de maneira online quanto off-line;
  • Estratégia de vendas: os meios utilizados pela empresa para desenvolver uma base de consumidores e renová-la;
  • Modelo de negócios: a qualidade e consistência da proposta de negócio para dominação de mercado, ou ao menos um parcela dele;
  • Estratégia de abordagem: atividades executadas pela empresa durante o desenvolvimento e distribuição dos produtos;
  • Estratégia de indústria: a aptidão da organização em atender as necessidades de nichos do mercado e público-alvo;
  • Posição geográfica: aptidão do negócio em se estabelecer em regiões geográficas mais importantes para o mercado;
  • Inovação: grau de investimento e a qualidade em soluções para aumento de vantagens competitivas. O quanto a empresa trabalha bem seu mindset de crescimento.

 
Já para o posicionamento dentro do quadrante Y, são avaliados a capacidade da empresa em executar sua proposta. Para isso são avaliados 7 critérios:

  • Execução de marketing: analisa o quanto a empresa é criativa, habilidosa e efetiva em comunicar sua mensagem a seus consumidores;
  • Produtos e serviços: funcionalidades e a qualidade dos produtos e serviços oferecidos;
  • Vendas e precificação: avalia a habilidade da empresa em encontrar estratégias eficientes de venda, destaque para precificação de seus produtos;
  • Responsividade ao mercado: como o negócio se adapta às diferentes situações de mercado como crises, concorrências etc;
  • Experiência do consumidor: o quão satisfeitos estão os consumidores em relação ao serviço oferecido pela marca, em todos os pontos de contato com o cliente;
  • Viabilidade: relação entre custos operacionais e a sustentabilidade financeira da organização;
  • Operações: a competência da empresa para atingir suas metas e objetivos.

 

Categorias do quadrante mágico do Gartner

Após as empresas serem avaliados conforme os critérios que apresentamos anteriormente, elas são classificados dentro de um dos quadrantes. A divisão é feita da seguinte forma:

1 – Líderes: Neste quadrante entram empresas tecnologicamente mais avançadas do seu segmento, que contam com um modelo comercial atrativo e sustentável. São elas que ditam as regras, por terem uma melhor visão de mercado e poder para levar adiante suas promessas.
Essas marcas costumam ter ações tão relevantes que são copiadas por seus concorrentes, sua abordagem normalmente é bem abrangentes, sem foco em nichos específicos.

2 – Desafiadores: Logo após dos líderes, temos os desafiadores. Essas empresas têm capacidade de execução, mas possuem apenas uma parcela de mercado. Eles não contam com um planejamento que consiga manter uma proposta de valor aos seus clientes e deixam a desejar no quesito inovação.

3 – Visionários: Aqui entram as empresas que são focadas em pesquisa e desenvolvimento, dominantes em mercados em crescimento. Porém, nem sempre contam com tecnologia, ou capacidade para executar o que foi prometido.
Muitas vezes os negócios visionárias são compradas por empresas maiores que buscam inovar seus serviços.

4 – Concorrentes de nicho: Empresas que possuem um ótimo resultado em nichos específicos, mas tem limitações de atuação em uma abrangência maior. Podendo acontecer devido falta de inovação, fato este que dificulta a competição perante a concorrentes maiores.

Quadrante mágico do Gartner

 

Porque o Quadrante mágico é tão importante?

Como principais funções do quadrante, podemos destacar o que o próprio Gartner elenca em seu site:

  • Manter os CIOs e líderes atualizados sobre a situação dos fornecedores de tecnologia concorrentes em um mercado ou como eles suprem as necessidades atuais e do futuro, dos usuários finais;
  • Trazer entendimento sobre como os provedores de tecnologia de um mercado se posicionam como competidores, evidenciando estratégias utilizadas para a disputa pelos negócios do cliente final;
  • Realizar um comparativo dos pontos fortes e os principais desafios de um provedor de tecnologia com determinadas necessidades específicas.

 
Devido aos fatores listados, a ferramenta é utilizada em grande escala por CIOs e líderes para a otimização de tomada de decisão. Pois, analisando o estudo torna-se fácil tanto para empresas quanto para autônomos entender como esta o andamento de determinado mercado. Os gestores podem utilizar as informações sobre qualidades e defeitos dos concorrentes a fim de refinar sua própria atuação, sabendo o que devem ou não fazer, reduzindo riscos sobre investimentos.

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